"- Cheguei morto de cansaço em casa e tudo o que mais queria era um banho bem gostoso e a minha cama (se não tivesse olhado o rosto de tristeza e seus respectivos olhos inchados de tanto chorar do meu amor). Segundo o meu amor, "não era nada" e que o mesmo queria ficar sozinho. Respeitei sua vontade. Fui na cozinha, tomei um copo de água, peguei minha toalha e fui tomar meu banho.
Entre um sabonete líquido na axila esquerda à uma esponja esfregando em minhas pernas, comecei a pensar em meu amor. Porque é engraçado, sempre que nos é oferecido companhia e uma boa dose (tripla) de carinho, falamos que queremos ficar sozinho. Tudo manha, quando na realidade o que queremos naquela horinha ali é um peito pra encostar, uma mão passando e acariciando nossa cabeça seguido de um beijo bem demorado e respeitoso (porque eu acho respeitoso) na testa. Me enxuguei, coloquei meu pijama e antes de cair no décimo sono, dei um abraço bem generoso e uma 'bitoquinha' em meu amor, que ainda continuava calado e sombrio.
Nem sei de fato o que aconteceu com meu amor e pra falar a verdade, nem sei se quero saber de imediato porque talvez o mesmo iria me contar, visto que temos uma relação bem construída e sólida. E sabe, por mais que dissesse que não, a minha única vontade era de coloca-lo em meu colo e começar a fazer carinhos, tipo esses carinhos que nossos pais nos dão enquanto criança. Dormimos.
Na manhã seguinte, acordei e percebi que meu amor havia dormido em cima de mim e me lembrei no mesmo instante, que fomos dormir cada um para o seu lado na cama. Olhou para mim com o seu melhor sorriso. Ganhei meu dia."